Guia para pacientes

Câncer de endométrio: sangramento após a menopausa não é normal

Fatores de risco, sintomas, classificação molecular e relação com a síndrome de Lynch.

Dra. Fernanda Cano Casarotto
Dra. Fernanda Cano CasarottoOncologista clínica · CRM 33275/RS · Publicado em · Revisado em

Resumo rápido

  • É o câncer mais comum do corpo do útero.
  • Sangramento após a menopausa é o principal sinal e sempre deve ser investigado.
  • A análise molecular do tumor orienta o tratamento e pode revelar a síndrome de Lynch.

O que é o câncer de endométrio?

O câncer de endométrio é o tumor que se origina no endométrio, o revestimento interno do útero, e é o tipo mais comum de câncer do corpo do útero. São estimados 9.650 casos novos por ano no Brasil (INCA).

Quais são os fatores de risco?

  • Obesidade e diabetes
  • Exposição prolongada a estrogênio sem progesterona
  • Idade e menopausa tardia
  • Síndrome de Lynch

Fonte: FEBRASGO

Qual é o principal sinal de alerta?

Qualquer sangramento após a menopausa, mesmo pequeno, deve ser investigado pela ginecologista. Em mulheres mais jovens, sangramentos intensos ou entre os ciclos também merecem avaliação.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pela análise do tecido endometrial (FEBRASGO). Hoje recomenda-se pesquisar as proteínas de reparo de DNA (MMR) no tumor: isso orienta o tratamento e pode revelar a síndrome de Lynch (RBGO).

Como é o tratamento?

A cirurgia é a base nos estágios iniciais. Conforme o risco, podem ser indicados radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e, em tumores com deficiência de MMR, imunoterapia.

Perguntas frequentes

Sangramento depois da menopausa é sempre câncer?

Não. Na maioria das vezes a causa é benigna, como atrofia do endométrio ou pólipos. Mas, como pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio, todo sangramento após a menopausa deve ser avaliado pela ginecologista.

Existe exame preventivo para o câncer de endométrio?

Não há rastreamento recomendado para toda a população, como existe para o colo do útero. O Papanicolau e o teste DNA-HPV não detectam esse tumor. Mulheres com síndrome de Lynch têm acompanhamento específico.

O que é a síndrome de Lynch?

É uma condição hereditária que aumenta o risco de câncer de intestino, de endométrio e de outros órgãos. Pode ser suspeitada pela análise do tumor e confirmada por teste genético, o que permite proteger também os familiares.

O câncer de endométrio tem cura?

Muitos casos são descobertos cedo, justamente por causa do sangramento, e nessas situações as chances de cura são altas. O tratamento é definido conforme o estágio e as características do tumor.

Quem tem mais risco de câncer de endométrio?

Mulheres após a menopausa, com obesidade, diabetes, exposição prolongada a estrogênio sem progesterona ou com síndrome de Lynch. Ter fatores de risco não significa que o câncer vai aparecer, mas reforça a atenção aos sinais.

Depois da cirurgia sempre é preciso fazer quimioterapia?

Não. Muitos casos iniciais são tratados apenas com cirurgia. A necessidade de radioterapia, quimioterapia ou outros tratamentos depende do estágio, do tipo e das características moleculares do tumor.

Ficou com dúvidas? Agende uma consulta para avaliar seu caso.

Agendar consulta

Conteúdo informativo, em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Não substitui a consulta médica.

Agendar consulta