Resumo rápido
- É o câncer mais comum do corpo do útero.
- Sangramento após a menopausa é o principal sinal e sempre deve ser investigado.
- A análise molecular do tumor orienta o tratamento e pode revelar a síndrome de Lynch.
O que é o câncer de endométrio?
O câncer de endométrio é o tumor que se origina no endométrio, o revestimento interno do útero, e é o tipo mais comum de câncer do corpo do útero. São estimados 9.650 casos novos por ano no Brasil (INCA).
Quais são os fatores de risco?
- Obesidade e diabetes
- Exposição prolongada a estrogênio sem progesterona
- Idade e menopausa tardia
- Síndrome de Lynch
Qual é o principal sinal de alerta?
Qualquer sangramento após a menopausa, mesmo pequeno, deve ser investigado pela ginecologista. Em mulheres mais jovens, sangramentos intensos ou entre os ciclos também merecem avaliação.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pela análise do tecido endometrial (FEBRASGO). Hoje recomenda-se pesquisar as proteínas de reparo de DNA (MMR) no tumor: isso orienta o tratamento e pode revelar a síndrome de Lynch (RBGO).
Como é o tratamento?
A cirurgia é a base nos estágios iniciais. Conforme o risco, podem ser indicados radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e, em tumores com deficiência de MMR, imunoterapia.
Perguntas frequentes
Sangramento depois da menopausa é sempre câncer?
Não. Na maioria das vezes a causa é benigna, como atrofia do endométrio ou pólipos. Mas, como pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio, todo sangramento após a menopausa deve ser avaliado pela ginecologista.
Existe exame preventivo para o câncer de endométrio?
Não há rastreamento recomendado para toda a população, como existe para o colo do útero. O Papanicolau e o teste DNA-HPV não detectam esse tumor. Mulheres com síndrome de Lynch têm acompanhamento específico.
O que é a síndrome de Lynch?
É uma condição hereditária que aumenta o risco de câncer de intestino, de endométrio e de outros órgãos. Pode ser suspeitada pela análise do tumor e confirmada por teste genético, o que permite proteger também os familiares.
O câncer de endométrio tem cura?
Muitos casos são descobertos cedo, justamente por causa do sangramento, e nessas situações as chances de cura são altas. O tratamento é definido conforme o estágio e as características do tumor.
Quem tem mais risco de câncer de endométrio?
Mulheres após a menopausa, com obesidade, diabetes, exposição prolongada a estrogênio sem progesterona ou com síndrome de Lynch. Ter fatores de risco não significa que o câncer vai aparecer, mas reforça a atenção aos sinais.
Depois da cirurgia sempre é preciso fazer quimioterapia?
Não. Muitos casos iniciais são tratados apenas com cirurgia. A necessidade de radioterapia, quimioterapia ou outros tratamentos depende do estágio, do tipo e das características moleculares do tumor.
Fontes
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